terça-feira, 10 de maio de 2011

Capitulo 10

Quando abri meus olhos, pude ver uma luz ofuscante que irritava minha vista, no mesmo instante fechei os olhos, e pude ouvir a voz de Fred.
- Amor está ouvindo? –a voz dele, estava um tanto quanto nervosa.
- Uhum. –foi o que consegui dizer naquele momento.
- Graças a Deus. –suspirou Fred.
- onde eu estou?
- No hospital meu amor. Depois explico melhor, apenas descanse. –disse-me ele, com uma voz aveludada e doce.
Eu não queria voltar a dormir, então resolvi me esforçar, abri meus olhos lentamente, mesmo com uma dor quase insuportável eu os abri, e pude ver que estavam naquela pequena sala do hospital, Claire, Fred e Bill meu pai, não entendi nada.
- Fred?
- Oi meu amor. –deu seu mais lindo sorriso para mim.

- O que estou fazendo aqui, e porque vocês estão aqui também? –fiz careta, e pude ver um sorriso bobo no rosto de Fred.
- Quando estiver melhor lhe explico princesa.
- Eu estou bem, me fale agora! –ordenei.
- Princesa, eu não sei como lhe dizer. –a fisionomia no rosto de Fred mudou totalmente.
- Me conte logo. Bill e Claire saiam! –ordenei novamente, e logo em seguida os dois obedeceram.
- Meu amor, sua ma-ma.. –pausou.
- Fala logo Fred, o que tem minha mãe? E não gagueje! –eu estava descontrolada, o que será que aconteceu com a minha mãe?!
- Hoje, enquanto você dormia um homem desconhecido por todos nós, invadiu sua casa, e-e. –pausou. - disparou sete tiros em direção a sua mãe. –Fred abaixou a cabeça, pausou novamente, e pude ver uma lágrima rolar em seu rosto. –E os sete tiros acertaram no peito de sua mãe, ela faleceu na hora.

Naquele momento, ouvindo aquelas palavras, eu não sabia o que fazer ou falar. Senti como se não tivesse nada em baixo de mim, e que eu estava sendo jogada Monte Everest abaixo. Era como se eu não precisasse mais de ar, com se eu não precisasse mais enxergar, já que não teria o meu suporte ali todos os dias. Minha mente foi invadida por vários pensamentos, e minha vista escureceu.

Capitulo 09

1 mês depois...
Fred estava cada vez mais carinhoso e romântico comigo, tudo estava indo perfeitamente bem em minha vida com Fred, mas minha mãe, cada vez aparecia com mais manchas estranhas pelo corpo, eu já estava ficando muito preocupada com tudo aquilo, então resolvi ter uma conversa muito séria com ela.
- Mãe, nós precisamos conversar seriamente.
- Pode falar minha filha.
-

- O que está acontecendo com a senhora? –a encarei, seriamente.
- Nada querida. –os olhos dela se encheram de lágrimas.
- Como nada? E porque seus braços vivem roxos, e a senhora não fica mais em casa como antes? –continuei forte por fora, mas por dentro, meu corpo estava sendo destruído vendo minha mãe, chorando.
Ela ficou quieta, por muito tempo, até que o silêncio foi quebrado pelo seu celular tocando, não pensei duas vezes, e atendi:
- Alô?
- Já te avisei para não dizer nada a ninguém, siga meu aviso. –disse uma voz desconhecida por mim, e forte, como se fosse de um homem.
- O... –antes que eu conseguisse falar, o homem desligou o celular.
- Acho que a senhora tem algo a me dizer não é mesmo, mãe? –disse muito séria.

- Não tenho nada pra te falar menina, me deixe em paz. –minha mãe foi ríspida, e fria, fiquei com medo, ela nunca falou assim comigo.

Mãe. –deixei uma lágrima escorrer. – Eu sou a sua menina, a sua princesa, a sua filha, eu tenho todo o direito do mundo de saber o que está acontecendo com a senhora. –falei aos soluços, mas mesmo assim, minha mãe me deu as costas e foi para seu quarto, sem me dizer nem se quer uma palavra a mais, aquilo me corroeu por dentro. Fiquei sentada no sofá, encarando as escadas sem saber o que fazer ou falar, senti que estava adormecendo.
Quando acordei ouvia muitos gritos na sala de minha casa:
- Para, por favor, não faz isso! –era um pedido, ou a pessoa que gritava estava suplicando? Eu estava vendo muito embaçado, mas conseguia ver minha mãe de joelhos implorando para um homem para não fazer algo.
- Mãe. –gritei ao ouvir sete disparos de balas. –mãe, por favor, não me deixa. –Agora eu já estava vendo tudo o que estava acontecendo, minha mãe, estava estirada no chão da sala da minha casa, com sete tiros no peito.
- E-e-u te a-m-o. –foi à última coisa que pude ouvir da boca de minha mãe, após isso, apaguei.

sábado, 30 de abril de 2011

Capitulo 08

Acordei muito atrasada para o colégio, o portão fechava ás 8 horas, e agora já eram 07h45min. Não sabia o que fazer primeiro não poderia faltar à aula, pois hoje teria prova de biologia na primeira aula, então peguei o meu celular e liguei para Fred:

- Amor?

- Bom dia princesa.

- Eu acabei de acordar, e temos prova hoje, vem me buscar? -falei apreensiva.

- Princesa, não dá, eu já estou na escola, me perdoa?

- Ah sim, tchau, beijos.

- Te...

Desliguei antes que Fred respondesse o "te amo'' me troquei muito rápido, fiz um coque desajeitado nos meus cabelos, escovei os dentes, e fui correndo para o colégio, cheguei eram 07h57min, que alívio. Entrei muito ofegante, e me dirigi para sala de aula, chegando lá, a porta estava fechada, "ótimo perdi a prova" pensei, mas tentei mesmo assim entrar e bati na porta.

- Alícia, você está muito atrasada, não irá fazer a prova. -disse-me o perfeito professor de biologia.

- Por favor, professor, o celular não despertou. -fiz voz manhosa.

- Apenas hoje senhorita. -olhou-me e deu uma piscadela.

- Obrigada professor. -retribui com um sorriso largo.

Fiz a prova, que nem foi tão difícil assim, e como eram duas aulas seguidas de biologia, ele corrigiu as provas na hora, e eu tirei um mero nove. Tivemos a terceira aula vaga, e fomos para o pátio do colégio, para ficar já no intervalo. E esta aula foi a primeira vez que Fred conseguira falar comigo:

- Que saudade de você minha princesa. -disse-me ele, com um lindo sorriso no rosto, e logo em seguida dando-me um forte e gostoso beijo.

- Também fiquei com saudades. -sorri e retribui o beijo.

Ficamos conversando, e nos beijando até o sinal tocar para o início do intervalo. Todos já estavam na mesa dos populares, e eu percebia que Matteo ainda olhava-me como antes.

- Amor?

- Oi. -sorri.

- O que tanto olha? -Fred perguntou-me

- Ah... Nada! -sorri falsamente, e dei-lhe um breve selinho.

Matteo veio em nossa direção, puxou Fred para o seu lado, e me olhou, logo em seguida, saiu da mesa dos populares, e não o vi até o término do intervalo, achei muito estranho, mas não me importei. Antes que eu e Fred fossemos para a sala, Fred disse que iria ao banheiro, mas pediu-me que não o esperasse, então eu fui a direção a sala de aula, chegando na porta avistei Matteo parado em frente a sala, olhando em minha direção. Fiquei com medo, tremula, sem jeito, mas continuei andando, até que ouço:

- Não precisa acreditar no que direi a você agora, mas eu ainda... -e Matteo foi interrompido por Fred.

- Dude, o professor entrou na sua sala. -deu uma piscadela.

- Ah, valeu. -disse Matteo ao Fred.

- Vamos entrar amor. -sorriu Fred para mim.

Fiquei mais confusa ainda com tudo o que estava acontecendo, já me bastava no dia em que Fred disse que me amava e agora Matteo me amar novamente, não pode acontecer. Fiquei pensando em tudo o que acontecera. Tudo estava muito sem sentido, tanto na minha vida amorosa, quanto em minha vida familiar. Minha mãe, com certeza estava com problemas, e também acho que Matteo estava, pois agiu tão estranho hoje!

As aulas passaram em um piscar de olhos, quando percebi, já estava indo embora no carro de Fred. Quando chegou a frente de minha casa, Fred disse:

- Eu te amo muito, você é o que eu mais tenho de precioso, então peço para que nunca me abandone, e nem deixe que segundos influenciem no nosso relacionamento, está bem? -pausou ele, e quando fui abrir minha boca para responder. -Não me pergunte por quê. E nem diga nada, apenas siga o que lhe digo. -Fred me deu um beijo, e eu saí do carro dele, acenei, e adentrei-me em minha casa.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ajudem-me

Então minhas lindas (os), acho que já deu pra reparar, que tenho poucos leitores no blog.. E por este motivo venho pedir humildemente, para que divulguem o blog para amigos (as), e conhecidos.. Eu ficaria muito grata! *-*

quarta-feira, 9 de março de 2011

Capitulo 07

Acordei quase morta, pois no dia anterior Fred ficou até tarde comigo, tomei meu banho diário da manhã, coloquei meu uniforme escolar, e quando ia descendo as escadas ouço uma buzina em frente minha casa, Claire quem atendeu, e era Fred:

- Princesa, vim lhe buscar. -sorriu.

- Espera que só irei tomar café e já vamos. -retribui o sorriso.

- Eu espero.

Fui-me em direção a cozinha, tomar meu café da manhã e avistei minha mãe conversando com um rapaz no fundo do quintal de casa, mas preferi não me importar muito.

- Fred quer vim tomar café comigo amor? -soou estranho o "amor" saindo de minha boca e se referindo a Fred.

- Não obrigada princesa, já tomei. -deu o seu mais lindo e perfeito sorriso.

Terminei de tomar meu café em paz, porque hoje iria de carro com Fred, e fui ao quintal me despedir de minha mãe, e escutei um trecho da conversa dela com o rapaz.

- "Você quem escolhe, ou fica comigo, ou eu atormento a sua vida (...). Os interrompi.

- Mãe?

- A-ah sim querida. -sorriu falsamente, percebi.

- Estou indo para o colégio, beijos eu te amo.

- Beijos querida, a mamãe também lhe ama, muito. -deu novamente um sorriso falso.

Adentrei no carro de Fred, e enquanto ele tagarelava como sempre, fiquei pensando no que o homem dissera a minha mãe.

- Chegamos. -Fred desligou o carro e eu sorri, sem dizer nada.

Saímos de dentro do carro, e Fred me abraçou, neste momento, parecia que o colégio todo tinha se paralisado para nos ver passando, e enquanto andávamos, ouvíamos alguns comentários indesejados. Dirigimos-nos em direção a mesa dos populares, e no mesmo instante que Matteo nos viu abraçados e de aliança, ficou com uma cara de decepção.

- E aí galera. -sorriu Fred cumprimentado a todos.

- E aí Fred, e aí Alícia. -todos retribuíram o "e aí" do Fred, e me cumprimentaram também, estranho.

Falei a Fred que iria ao banheiro, mas não fui, na realidade, fui sentar-me de baixo da tão conhecida árvore, e pensar um pouco...

Fred narrando on

Assim que Aly saiu para ir ao banheiro, fui conversar com o Mat, pois ele estava diferente.

- Dude, o que houve?

- Não enche. -ele falou friamente.

- Dude o que houve? -preferi não me importar com a tal frieza dele.

- Já disse, não me enche.

- Vou te encher até você me falar o que houve. -insisti.

- Quer realmente saber o que houve, seu cretino?

- Sim. -sorri torto, e não me importei novamente com o que acabara de ouvir.

- Simples, eu lhe falo da mulher da minha vida, digo tudo que já aconteceu com nós dois, e quando ela retorna você vai e dá o bote, assim como uma cobra traiçoeira faz. -respirou fundo, já com os olhos cheios de lágrimas. - Eu pensei que você fosse o único e verdadeiro amigo que eu tinha, mas não, você é um traíra. -neste momento, já caiam muitas lágrimas de seus olhos, e eu igualmente. -A Alícia volta depois de três anos de sofrimento para mim, e eu pensando que iria conseguir o amor dela novamente, fui muito tolo. -balançou a cabeça.

- Dude, desculpe, eu a amo, assim como você a ama cara. Desde o dia em que Alícia voltou você nem se quer demonstrou amor por ela, você acha que ela iria vir correndo para você? -ele fez sinal de negatividade com a cabeça. - É tenho certeza que não, então desde o dia em que você me falou dela, sonhei todos os dias em tê-la para mim, e em encontrá-la, e o dia chegou, eu a encontrei, e lutei para conseguir o que eu queria, e hoje eu a tenho me desculpe, não tenho culpa!

- Tudo bem, fiquei nervoso ao vê-los abraçados, foi péssimo irmão. Mas saiba, ela não será sua para sempre, eu lutarei assim como você, para tê-la novamente para mim. -ele sorriu limpando as lágrimas e eu retribuí.

Fred narrando of

Depois de muitos pensamentos e confusões em minha mente, soou o sinal para o início das aulas, fui-me em direção da sala, quando adentrei, pude ver Fred com olhares furiosos para mim.

- Onde você estava Alícia? -disse-me ele com um tom tanto quanto alto.

- Não grite Fred. Eu fui ao banheiro como lhe falei. -disse calma.

- Demorou tanto, o que fez lá? -agora sua voz já estava mais calma, mas ainda com som de nervoso.

- Fred, sou uma mulher, tenho cabelos para arrumar, maquiagem para retocar, enfim. E não tem porque de se estressar. -sorri e dei um breve selinho nele.

A aula começou, e quando menos esperei acabou, e assim foi durante o dia todo, tudo passou muito rápido, quando fui ver, já estava em casa, jantando juntamente com Claire.

- Claire... Você sabe da minha mãe? -falei preocupada, pois não vira ela desde manhã, e hoje era seu dia de folga.

- Querida, ela ficou fora desde manhã, e não deixou recado.

- Vou ligar para ela.

- Ah, já liguei, mas sempre cai na caixa postal.

- Vou ligar até ela me atender. -sorri falso, pois estava nervosa.

Liguei umas cinco vezes, até que atendeu:

- Alô, mãe?

- Oi minha querida.

- Onde você está? -tentei ser o máximo de calma.

- Estou na casa de um amigo querida, logo estou em casa. -sentia que era mentira.

- Me fale o endereço, que eu vou até ai com você, para passar tempo mesmo. -joguei.

- Querida, a mamãe precisa desligar, até daqui a pouco, te amo.

Antes que eu respirasse para responder, apenas escutei o tu- tu- tu do celular. Como assim a minha mãe sai, desde manhã, e não atende o celular, nem da notícia, e quando atende é fria assim? Fiquei sentada no sofá assistindo qualquer coisa que estava passando na televisão, até que escuto a porta se abrindo bem quieta.

- MÃE?

- Oi querida. -sorriu.

- Porque demorou tanto assim?

- Estava me divertindo um pouco. -neste instante ela tirou a blusa de frio, e pude ver roxos em seus braços.

- E está diversão se relaciona com esses roxos? -ela ficou nervosa, reparei.

- Querida temos que ir dormir. Amanhã eu tenho que trabalhar e você ir ao colégio. -fogiu do assunto.- boa noite, te amo.

Ela saiu antes que eu respondesse, e foi dormir. Não pude fazer nada, apenas ir dormir preocupada com os roxos em seus braços

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Capitulo 06

Levantei bem sonolenta, pois me cansei muito durante a minha festa ontem, fui ao banheiro tomei um longo banho. Coloquei uma baby-look branca, uma saia curta, e chinelos, pois hoje era Domingo e não pretendo sair de casa. Desci já eram 11 horas da manhã, encontrei minha mãe, e Claire conversando:

- Irei conversar com Alícia, pois acho que agora não precisamos mais de você aqui. -disse minha mãe.
- Tudo bem. -Claire abaixou a cabeça, tristonha pude ver.
- Bom dia mãe, bom dia Claire. -sorri. –O que falavam?
- Bem querida... Já que voltei de viajem, e estou aqui para cuidar de você novamente, acho que Claire não irá mais precisar ficar.
- Mas mãe, eu gosto dela, e quero que ela fique! -falei com voz de manhã e ao mesmo tempo autoritária.
- Querida temos que ver isso, pois somos só nós duas, e acho que não precisamos de empregada, concorda? -disse minha mãe, me olhando.
- Sim, concordo, mas e se a senhora viajar de novo? -a encarei, pois já estava ficando irritada, era tão simples deixá-la ficar!
- É verdade.
- Então pronto. Claire fica. -sorri vitoriosa.
- Tudo bem.

Tomei café da manhã com Claire e minha mãe, nós conversamos muito, até que minha mãe viu a aliança de Fred me dera no dia anterior.

- Que lindo anel querida, quem lhe deu?
- Fred. -respondi sem dar significância a sua pergunta.
- E quem é Fred? -antes que eu respondesse, Claire respondeu antes.
- Meu sobrinho. -sorriu.
Minha mãe fez uma cara de espanto, e ao mesmo tempo ficou engraçada.
- E como você o conhece?
- No colégio, ele é da minha sala mãe! -falei com tédio daquela conversa.
- Ah, eu sei quem é querida, e pelo visto ele gosta muito de você. -sorriu.
- É. -respondi isso, e me retirei da mesa.

Fiquei assistindo televisão, para ser mais exata, fiquei assistindo Hannah Montanah, até mais ou menos às 14 horas, até que o meu celular toca e é Fred.

- Oi baby. -falei com pouca animação.
- Oi meu amor. -pude sentir felicidade em suas palavras. -tudo bem?
- Uhum, e você?
- Bem, quero te ver, estou morrendo de saudades. -como pode sentir saudade, sendo que me viu a poucas horas, realmente é o amor, sei muito bem como é, pois já sentirá isso antes, ou melhor, ainda sinto.
- Eu também estou. -retribui mentindo.
- Posso ir até a sua casa, para vê-la?
- Pode, mas que horas você vem?
- Às 16 horas estou ai, tudo bem?
- Tudo. Espero-te então. Beijos, tchau!
- Beijo, te amo muito princesa.

Fred chegou no horário dito, ficamos juntos até altas horas da noite, ele estava sendo perfeito para mim, estávamos em um chamego bom.

- Princesa, quero lhe pedir uma coisa.
- Fale Fred. -ele se levantou, tirou do bolso uma caixinha vermelha em forma de coração, fitou-me fixamente, e disse:
- Quer namorar comigo? -os olhinhos dele brilhavam.
- Sim. -não sei por que, mas me senti feliz, e ao mesmo tempo angustiada.
- Eu te amo muito!
- Eu gosto muito de você! -sorri, não lhe dei como resposta o que ele queria ouvir, pois não era o que realmente sentia por ele, ainda.
- E quero lhe pedir mais uma coisa... Quero pedir permissão para a sua mãe.
- Tudo bem... Mas, hoje? -fiz careta.
- Claro que não amor. Pode ser no próximo final de semana?
- Ah sim, eu marco com ela um almoço.

Ficamos em silêncio um bom tempo, até quando fui me tocar, já era meia noite.

- Fred? -ele estava cochilando, e eu ri disso.
- Ah... Oi amor. -ele corou.
- Não é lhe mandando embora, mas já está tarde, e amanhã temos que ir ao colégio. -falei quase dando gargalhada de sua cara.
- Tudo bem amor, eu entendo.

Levei ele até o portão, e nós nos despedimos, com um beijo bem caloroso, e gostoso, e no final um breve selinho.
- Até amanhã princesa, passo aqui para te pegar. Te amo.
- Até. -sorri e acenei.

Subi para meu quarto, tomei um banho coloquei meu pijama, deite-me, e senti algo vibrar, era meu celular.

" Boa noite minha princesa, dorme bem, e sonhe comigo... Espero que eu esteja te fazendo feliz. Amo-te, Fred.”
Respondi:
“Boa noite meu príncipe, você está tornando meus dias os melhores. Alícia."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Capitulo 05

Fred estava cada vez mais próximo de mim, depois daquele beijo, não nos beijamos mais, e pedi para que ele me desse um espaço, mas que a nossa amizade continuasse sendo o que foi desde o começo. Nós saiamos todos os finais de semana, e nos divertíamos muito, Matteo não parava de encher nosso saco, dizendo que somos namorados, isso só deve ser ciúme, mas eu gosto... Isso mostra que ele deve sentir algo ainda por mim.
Hoje seria o dia em que minha mãe iria chegar, não via à hora de vê-la novamente, já eram umas 13 horas, e o telefone tocou:

- Alô. -falei com voz animada.
- Oi meu amor. -era Fred, desde o beijo ele me chama de amor. - Vamos sair?
- Ah Fred, minha mãe chega hoje, e quero estar aqui quando ela chegar. -fiz manha.
- Alícia pare de ser manhosa, hoje é seu aniversário, vamos sair, nem que seja para tomar um sorvete. Por favor! -ele implorou.
- Tá Fred, seu chato.
- Ok estou indo te buscar.
- Já? Não vai dar nem tempo de me arrumar!
- Você é linda de qualquer jeito meu amor. -eu corei, ele era lindo, maravilhoso, e nunca me deixava só.
- Está bem, tchau, beijos.
Desliguei sem ao menos deixá-lo responder, corri para meu closet para procurar alguma roupa, coloquei um vestido no meio das coxas, branco, com uma fita preta amarrada, soltei meus cabelos, e fiz uma make bem leve, quando estava descendo as escadas, Fred já estava na sala me esperando.
- Uaaaal, depois diz que não iria dar tempo de se arrumar. -ele fez cara de sapeca.
- Eu estou horrível Fred, olhe só isso tudo. -fiz bico.
- Está perfeita. Vamos.

Fomos para o shopping, ele ficou me enrolando, parecia uma eternidade para escolher um refrigerante e um lanche, até que enfim ele escolheu. Fomos nos sentar para comer. E Fred ficava me olhando comer, já estava ficando irritada.
- Tem como o senhor parar de me olhar? -falei fazendo careta.
- Não minha senhora, a sua beleza é hipnotizadora. -ele deu o seu mais lindo sorriso e claro eu corei.
Ficamos um bom tempo conversando e andando pelo shopping, até que Fred quis entrar em uma loja aonde vende colares, anéis, brincos, e essas coisas.
- Para que você vai entrar ai Fred?
- Você verá. -ele me olhou, e sorriu.
Fomos andando, e começamos a olhar vários anéis de compromisso.
E Fred me perguntou qual que eu mais gostei, será que ele ia me dar um anel?
- Gosto de todos da vitrine. -sorri.
Ele chamou a vendedora, e disse:
- Eu quero todos estes da vitrine.
Fiquei boquiaberta, ele estava louco?
- Fred para que todos estes? Quantas namoradas você tem?
Nenhuma, mas a mulher da minha vida gosta de todos. -corei de imediato.
- Não precisa Fred.
- Então escolha um.
Eu fui obrigada a escolher um anel, escolhi um simples, porém lindo, ele comprou, colocou no meu dedo e disse:
- Alícia eu posso não ser o seu namorado, o homem da sua vida, mas quero que este anel, seja sinônimo de que a nossa amizade vai prevalecer acima de tudo. Eu te amo. -ele beijou minha mão com o anel. - Feliz Aniversário, minha princesa.
- Obrigada meu príncipe. -sorri e retribui. - Eu também te amo.

Fred era meu melhor amigo, mas afinal, depois de tudo que ele vem fazendo para me conquistar, já estava na hora de eu dar uma chance a ele, mas isso não será hoje.
Fomos embora para minha casa, demoramos a chegar, cheguei estava tudo apagado, e não ouvia ninguém.
- Fred, será que a Claire está ai?
- Não sei, vamos entrar para ver. -ele fez cara de pentelho.
- SURPRESA. -estavam todos lá, minha mãe, minhas amigas de Boston, meus avós, tios, tias, primos, primas, mas estava duas pessoas que eu não esperava que estivessem, Matteo e Bill meu pai. Fiz pouco caso dos dois, pois o que eles estavam fazendo ali, no meu aniversário de 17 anos, sendo que me deixaram? Mas eu superei a presença deles, e me diverti muito em minha festa, ri muito, brinquei feito criança de cinco anos, naquele momento eu estava feliz.
- Alícia? -uma voz pouco conhecida por mim soou em meu ouvido. Quando me virei para ver quem era, fui surpreendida por meu PAI, apenas fiquei o fitando. - Parabéns minha filha, que seus sonhos se realizem, e que você seja muito feliz. -ele sorria.
- Obrigada pelos Parabéns Bill, mas não me chame de filha, e eu estou e ficarei mais feliz a cada dia do lado de minha mãe! -não tinha porque eu esbanjar simpatia para ele, então fui seca sim! E vendo que não conseguiria nada comigo, ele foi embora.
- Minha querida, que saudades de você minha princesa. Parabéns, que seus dias sejam mais felizes, com muita paz e saúde. -minha mãe estava de volta, me dizendo as palavras mais doces.
- Obrigada mãe, eu também estava morrendo de saudades, nunca mais vá viajar. -fiz bico. Ela apenas sorriu, e foi atender as pessoas da festa.
- Alícia, parabéns! -Matteo veio me desejar feliz aniversário. Eu apenas sorri. - Que você continue sendo muito feliz ao lado de Fred.
- Obrigada, ele está sendo um amigo e tanto. -sorri.
- Amigo? -ele fez cara de desconfiado.
- Sim, amigo, por quê? Algum problema?
- Nenhum, estou indo embora, tchau. -ele me deu um beijo no canto da boca, e saiu. Pude o ouvir ele dizendo: "melhor assim, agora tenho chances com ela."

A festa foi muito boa, mas eu estava exausta.
- Fred eu estou com sono. -fiz bico.
- Então vá dormir princesa.
- Vamos até o quarto comigo? -fiz a cara do gato do Sherek.
- Vamos. -ele revirou os olhos.

Fred me acompanhou até o quarto, sentou-se na minha cama enquanto eu tomava banho, mas eu esqueci minha roupa, então tive que sair de toalha na frente dele, e claro, fiquei morta de vergonha!
Fred me olhava com desejo.
- Fred pare de me olhar garoto! -brinquei com ele.
- Ah desculpe. -ele corou e eu sorri.

Peguei meu pijama, fui me trocar, e pronto quando sai, vi Fred com uma foto nas mãos.
- Que foto é essa?
- Sua e do Mat, e está escrito "eterno amor", você ainda o ama não é? -ele me olhou, eu assenti com a cabeça. - Queria fazer você esquecê-lo. -ele abaixou a cabeça.
- Eu te dou a permissão de me fazer feliz, e fazer com que eu o esqueça. -sorri carinhosamente para ele, e vi um brilho em seus olhos.
- Eu te amo muito Alícia. -falou olhando em meus olhos.
Eu deitei em seu colo, e ele fez carinho em meus cabelos, até eu pegar no sono, depois disso, não me lembro de mais nada.