terça-feira, 10 de maio de 2011

Capitulo 09

1 mês depois...
Fred estava cada vez mais carinhoso e romântico comigo, tudo estava indo perfeitamente bem em minha vida com Fred, mas minha mãe, cada vez aparecia com mais manchas estranhas pelo corpo, eu já estava ficando muito preocupada com tudo aquilo, então resolvi ter uma conversa muito séria com ela.
- Mãe, nós precisamos conversar seriamente.
- Pode falar minha filha.
-

- O que está acontecendo com a senhora? –a encarei, seriamente.
- Nada querida. –os olhos dela se encheram de lágrimas.
- Como nada? E porque seus braços vivem roxos, e a senhora não fica mais em casa como antes? –continuei forte por fora, mas por dentro, meu corpo estava sendo destruído vendo minha mãe, chorando.
Ela ficou quieta, por muito tempo, até que o silêncio foi quebrado pelo seu celular tocando, não pensei duas vezes, e atendi:
- Alô?
- Já te avisei para não dizer nada a ninguém, siga meu aviso. –disse uma voz desconhecida por mim, e forte, como se fosse de um homem.
- O... –antes que eu conseguisse falar, o homem desligou o celular.
- Acho que a senhora tem algo a me dizer não é mesmo, mãe? –disse muito séria.

- Não tenho nada pra te falar menina, me deixe em paz. –minha mãe foi ríspida, e fria, fiquei com medo, ela nunca falou assim comigo.

Mãe. –deixei uma lágrima escorrer. – Eu sou a sua menina, a sua princesa, a sua filha, eu tenho todo o direito do mundo de saber o que está acontecendo com a senhora. –falei aos soluços, mas mesmo assim, minha mãe me deu as costas e foi para seu quarto, sem me dizer nem se quer uma palavra a mais, aquilo me corroeu por dentro. Fiquei sentada no sofá, encarando as escadas sem saber o que fazer ou falar, senti que estava adormecendo.
Quando acordei ouvia muitos gritos na sala de minha casa:
- Para, por favor, não faz isso! –era um pedido, ou a pessoa que gritava estava suplicando? Eu estava vendo muito embaçado, mas conseguia ver minha mãe de joelhos implorando para um homem para não fazer algo.
- Mãe. –gritei ao ouvir sete disparos de balas. –mãe, por favor, não me deixa. –Agora eu já estava vendo tudo o que estava acontecendo, minha mãe, estava estirada no chão da sala da minha casa, com sete tiros no peito.
- E-e-u te a-m-o. –foi à última coisa que pude ouvir da boca de minha mãe, após isso, apaguei.

Nenhum comentário: