Acordei quase morta, pois no dia anterior Fred ficou até tarde comigo, tomei meu banho diário da manhã, coloquei meu uniforme escolar, e quando ia descendo as escadas ouço uma buzina em frente minha casa, Claire quem atendeu, e era Fred:
- Princesa, vim lhe buscar. -sorriu.
- Espera que só irei tomar café e já vamos. -retribui o sorriso.
- Eu espero.
Fui-me em direção a cozinha, tomar meu café da manhã e avistei minha mãe conversando com um rapaz no fundo do quintal de casa, mas preferi não me importar muito.
- Fred quer vim tomar café comigo amor? -soou estranho o "amor" saindo de minha boca e se referindo a Fred.
- Não obrigada princesa, já tomei. -deu o seu mais lindo e perfeito sorriso.
Terminei de tomar meu café em paz, porque hoje iria de carro com Fred, e fui ao quintal me despedir de minha mãe, e escutei um trecho da conversa dela com o rapaz.
- "Você quem escolhe, ou fica comigo, ou eu atormento a sua vida (...). Os interrompi.
- Mãe?
- A-ah sim querida. -sorriu falsamente, percebi.
- Estou indo para o colégio, beijos eu te amo.
- Beijos querida, a mamãe também lhe ama, muito. -deu novamente um sorriso falso.
Adentrei no carro de Fred, e enquanto ele tagarelava como sempre, fiquei pensando no que o homem dissera a minha mãe.
Saímos de dentro do carro, e Fred me abraçou, neste momento, parecia que o colégio todo tinha se paralisado para nos ver passando, e enquanto andávamos, ouvíamos alguns comentários indesejados. Dirigimos-nos em direção a mesa dos populares, e no mesmo instante que Matteo nos viu abraçados e de aliança, ficou com uma cara de decepção.
- E aí galera. -sorriu Fred cumprimentado a todos.
- E aí Fred, e aí Alícia. -todos retribuíram o "e aí" do Fred, e me cumprimentaram também, estranho.
Falei a Fred que iria ao banheiro, mas não fui, na realidade, fui sentar-me de baixo da tão conhecida árvore, e pensar um pouco...
Fred narrando on
Assim que Aly saiu para ir ao banheiro, fui conversar com o Mat, pois ele estava diferente.
- Dude, o que houve?
- Não enche. -ele falou friamente.
- Dude o que houve? -preferi não me importar com a tal frieza dele.
- Já disse, não me enche.
- Vou te encher até você me falar o que houve. -insisti.
- Quer realmente saber o que houve, seu cretino?
- Sim. -sorri torto, e não me importei novamente com o que acabara de ouvir.
- Simples, eu lhe falo da mulher da minha vida, digo tudo que já aconteceu com nós dois, e quando ela retorna você vai e dá o bote, assim como uma cobra traiçoeira faz. -respirou fundo, já com os olhos cheios de lágrimas. - Eu pensei que você fosse o único e verdadeiro amigo que eu tinha, mas não, você é um traíra. -neste momento, já caiam muitas lágrimas de seus olhos, e eu igualmente. -A Alícia volta depois de três anos de sofrimento para mim, e eu pensando que iria conseguir o amor dela novamente, fui muito tolo. -balançou a cabeça.
- Dude, desculpe, eu a amo, assim como você a ama cara. Desde o dia em que Alícia voltou você nem se quer demonstrou amor por ela, você acha que ela iria vir correndo para você? -ele fez sinal de negatividade com a cabeça. - É tenho certeza que não, então desde o dia em que você me falou dela, sonhei todos os dias em tê-la para mim, e em encontrá-la, e o dia chegou, eu a encontrei, e lutei para conseguir o que eu queria, e hoje eu a tenho me desculpe, não tenho culpa!
- Tudo bem, fiquei nervoso ao vê-los abraçados, foi péssimo irmão. Mas saiba, ela não será sua para sempre, eu lutarei assim como você, para tê-la novamente para mim. -ele sorriu limpando as lágrimas e eu retribuí.
Fred narrando of
Depois de muitos pensamentos e confusões em minha mente, soou o sinal para o início das aulas, fui-me em direção da sala, quando adentrei, pude ver Fred com olhares furiosos para mim.
- Onde você estava Alícia? -disse-me ele com um tom tanto quanto alto.
- Não grite Fred. Eu fui ao banheiro como lhe falei. -disse calma.
- Demorou tanto, o que fez lá? -agora sua voz já estava mais calma, mas ainda com som de nervoso.
- Fred, sou uma mulher, tenho cabelos para arrumar, maquiagem para retocar, enfim. E não tem porque de se estressar. -sorri e dei um breve selinho nele.
A aula começou, e quando menos esperei acabou, e assim foi durante o dia todo, tudo passou muito rápido, quando fui ver, já estava em casa, jantando juntamente com Claire.
- Claire... Você sabe da minha mãe? -falei preocupada, pois não vira ela desde manhã, e hoje era seu dia de folga.
- Querida, ela ficou fora desde manhã, e não deixou recado.
- Vou ligar para ela.
- Ah, já liguei, mas sempre cai na caixa postal.
- Vou ligar até ela me atender. -sorri falso, pois estava nervosa.
Liguei umas cinco vezes, até que atendeu:
- Alô, mãe?
- Oi minha querida.
- Onde você está? -tentei ser o máximo de calma.
- Estou na casa de um amigo querida, logo estou em casa. -sentia que era mentira.
- Me fale o endereço, que eu vou até ai com você, para passar tempo mesmo. -joguei.
- Querida, a mamãe precisa desligar, até daqui a pouco, te amo.
Antes que eu respirasse para responder, apenas escutei o tu- tu- tu do celular. Como assim a minha mãe sai, desde manhã, e não atende o celular, nem da notícia, e quando atende é fria assim? Fiquei sentada no sofá assistindo qualquer coisa que estava passando na televisão, até que escuto a porta se abrindo bem quieta.
- MÃE?
- Oi querida. -sorriu.
- Porque demorou tanto assim?
- Estava me divertindo um pouco. -neste instante ela tirou a blusa de frio, e pude ver roxos em seus braços.
- E está diversão se relaciona com esses roxos? -ela ficou nervosa, reparei.
- Querida temos que ir dormir. Amanhã eu tenho que trabalhar e você ir ao colégio. -fogiu do assunto.- boa noite, te amo.
Ela saiu antes que eu respondesse, e foi dormir. Não pude fazer nada, apenas ir dormir preocupada com os roxos em seus braços
Um comentário:
UP !
Postar um comentário