terça-feira, 10 de maio de 2011

Capitulo 10

Quando abri meus olhos, pude ver uma luz ofuscante que irritava minha vista, no mesmo instante fechei os olhos, e pude ouvir a voz de Fred.
- Amor está ouvindo? –a voz dele, estava um tanto quanto nervosa.
- Uhum. –foi o que consegui dizer naquele momento.
- Graças a Deus. –suspirou Fred.
- onde eu estou?
- No hospital meu amor. Depois explico melhor, apenas descanse. –disse-me ele, com uma voz aveludada e doce.
Eu não queria voltar a dormir, então resolvi me esforçar, abri meus olhos lentamente, mesmo com uma dor quase insuportável eu os abri, e pude ver que estavam naquela pequena sala do hospital, Claire, Fred e Bill meu pai, não entendi nada.
- Fred?
- Oi meu amor. –deu seu mais lindo sorriso para mim.

- O que estou fazendo aqui, e porque vocês estão aqui também? –fiz careta, e pude ver um sorriso bobo no rosto de Fred.
- Quando estiver melhor lhe explico princesa.
- Eu estou bem, me fale agora! –ordenei.
- Princesa, eu não sei como lhe dizer. –a fisionomia no rosto de Fred mudou totalmente.
- Me conte logo. Bill e Claire saiam! –ordenei novamente, e logo em seguida os dois obedeceram.
- Meu amor, sua ma-ma.. –pausou.
- Fala logo Fred, o que tem minha mãe? E não gagueje! –eu estava descontrolada, o que será que aconteceu com a minha mãe?!
- Hoje, enquanto você dormia um homem desconhecido por todos nós, invadiu sua casa, e-e. –pausou. - disparou sete tiros em direção a sua mãe. –Fred abaixou a cabeça, pausou novamente, e pude ver uma lágrima rolar em seu rosto. –E os sete tiros acertaram no peito de sua mãe, ela faleceu na hora.

Naquele momento, ouvindo aquelas palavras, eu não sabia o que fazer ou falar. Senti como se não tivesse nada em baixo de mim, e que eu estava sendo jogada Monte Everest abaixo. Era como se eu não precisasse mais de ar, com se eu não precisasse mais enxergar, já que não teria o meu suporte ali todos os dias. Minha mente foi invadida por vários pensamentos, e minha vista escureceu.

Capitulo 09

1 mês depois...
Fred estava cada vez mais carinhoso e romântico comigo, tudo estava indo perfeitamente bem em minha vida com Fred, mas minha mãe, cada vez aparecia com mais manchas estranhas pelo corpo, eu já estava ficando muito preocupada com tudo aquilo, então resolvi ter uma conversa muito séria com ela.
- Mãe, nós precisamos conversar seriamente.
- Pode falar minha filha.
-

- O que está acontecendo com a senhora? –a encarei, seriamente.
- Nada querida. –os olhos dela se encheram de lágrimas.
- Como nada? E porque seus braços vivem roxos, e a senhora não fica mais em casa como antes? –continuei forte por fora, mas por dentro, meu corpo estava sendo destruído vendo minha mãe, chorando.
Ela ficou quieta, por muito tempo, até que o silêncio foi quebrado pelo seu celular tocando, não pensei duas vezes, e atendi:
- Alô?
- Já te avisei para não dizer nada a ninguém, siga meu aviso. –disse uma voz desconhecida por mim, e forte, como se fosse de um homem.
- O... –antes que eu conseguisse falar, o homem desligou o celular.
- Acho que a senhora tem algo a me dizer não é mesmo, mãe? –disse muito séria.

- Não tenho nada pra te falar menina, me deixe em paz. –minha mãe foi ríspida, e fria, fiquei com medo, ela nunca falou assim comigo.

Mãe. –deixei uma lágrima escorrer. – Eu sou a sua menina, a sua princesa, a sua filha, eu tenho todo o direito do mundo de saber o que está acontecendo com a senhora. –falei aos soluços, mas mesmo assim, minha mãe me deu as costas e foi para seu quarto, sem me dizer nem se quer uma palavra a mais, aquilo me corroeu por dentro. Fiquei sentada no sofá, encarando as escadas sem saber o que fazer ou falar, senti que estava adormecendo.
Quando acordei ouvia muitos gritos na sala de minha casa:
- Para, por favor, não faz isso! –era um pedido, ou a pessoa que gritava estava suplicando? Eu estava vendo muito embaçado, mas conseguia ver minha mãe de joelhos implorando para um homem para não fazer algo.
- Mãe. –gritei ao ouvir sete disparos de balas. –mãe, por favor, não me deixa. –Agora eu já estava vendo tudo o que estava acontecendo, minha mãe, estava estirada no chão da sala da minha casa, com sete tiros no peito.
- E-e-u te a-m-o. –foi à última coisa que pude ouvir da boca de minha mãe, após isso, apaguei.